Semanalmente, todas as quintas-feiras, os membros da Comunidade-Luz Nova Terra se reúnem para realizar o Mutirão (atividade Comunitária) de São José.

Uma área da comunidade é selecionada previamente e as tarefas são distribuídas de acordo com a demanda prioritária do lugar.

Nos dias 21 e 28 de novembro o mutirão mudou o cenário interno e saiu para as áreas externas da comunidade.

Desta maneira, a Agrofloresta e a Bioconstrução, como prioridades neste momento, foram os focos de ação no Mutirão de São José.

Mutirão em Agrofloresta

Imersa entre as montanhas do Vale da Gamboa, esta comunidade conta com uma extensão de terra apta para agroflorestar.

Foi dada a prioridade a uma área que é parte do Centro Mariano da Comunidade.

“Esta área é vista como um jardim ou parque vivo, uma espécie de complemento da sala de oração, por onde as pessoas, peregrinos ou não, poderão caminhar, parar, meditar, etc.”, comenta Enoc Chehuen, de 35 anos de idade, residente da Comunidade e parte da equipe de focalizadores do grupo: “consciência do reino vegetal”.

Enoc continua: “a ideia original do mutirão, materialmente falando, era preparar o solo por onde depois passaria o trator. Isso como primeira atividade, que também, nos permitiria planta milho, feijão e abóbora”.

“Sem perder a perspectiva de que um parque vivo deve ser visto como algo holístico, vemos todo esse solo como um todo. No futuro serão pomares, árvores floridas e muito mais”. Acrescenta.

Em relação à participação da comunidade, os jovens tiveram uma intervenção relevante e segundo as palavras desse focalizador, vê-los em ação é o que se denomina “o milagre dos jovens”.

“Recorda que há jovens que na idade deles desperdiçam a vida” disse, “e vê-los super bem, movendo terra, cortando e cobrindo canaletas, buscando esterco de cavalo, que é tão nutritivo para a terra, em equipe, em unidade, é super lindo”. Conclui.

Mutirão em Bioconstrução

Na área destinada a ser um novo espaço para la instrucão, onde a Escola Viva  Parque Tibetano logo vai funcionar e tomando como referência a primeira estrutura local em bioconstrucão conhecida como “Casa de arte da comunidade”, a equipe iniciou o mutirão.

Assim, com a presença das crianças, jovens e adultos, realizaram uma etapa prévia de harmonização do lugar. Uma vez ordenado tudo, chegou a hora de desenvolver o trabalho.

“Aproveitamos da casa de arte a estrutura existente de colunas e teto, para fazer janelas e levantar paredes de pau-a-pique, uma técnica de construção antiga, em nosso caso com bambu”, explica Mary di Lorenzo (Kueipeh), de 57 anos, residente da comunidade e arquiteta de profissão. Ela apoia esta atividade, que segundo Kueipeh “lidera os jovens da comunidade”.

“Alguns deles assistem periodicamente de treinamento em bioconstrução”. Acrescenta.

“Em cada estágio a unidade do grupo foi refletida, o que permitiu adiantar muito o trabalho e deixasse um saldo de um grande impulso para os próximos mutirões”.

 “É importante destacar a presença de Cristina Brasileira, permacultura, que aproveitando sua visita à comunidade, cooperou com o grupo, trazendo conhecimento através de uma oficina que surgiu espontaneamente”.

Desta maneira, a Comunidade-Luz Nova Terra continua na cadeia de mutirões de São José. Clique para saber mais sobre este tema, lendo a mensagem de São José de 14 de fevereiro de 2019.

Como Comunidade-Luz continua propiciando cenários onde se experimenta um de seus princípios: “A convivência é o instrumento para que tudo seja Possível”.

Se deseja mais informações e/ou ser parte destas experiências, comunique-se:

+55 21 97435 3083